Minas soma US$ 32,7 bilhões em exportações até setembro, e Varginha lidera no mês
Café, ouro e ferro-ligas puxaram as vendas de setembro; no acumulado, valor fica um pouco abaixo de 2025 e importações sobem

Minas Gerais vendeu US$ 32,7 bilhões ao exterior entre janeiro e setembro de 2026 e segue como o terceiro maior exportador do país, com 11,5% de tudo o que o Brasil exportou no período. O número consta do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e foi divulgado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) na última sexta-feira (9).
Em setembro, o destaque foi o Sul de Minas: Varginha respondeu por 8,7% das exportações mineiras do mês e ficou à frente de Nova Lima, Araxá, Paracatu e Guaxupé.
Os números do ano
- Exportações (jan. a set.): US$ 32,7 bilhões
- Importações (jan. a set.): US$ 15,3 bilhões
- Saldo da balança: superávit de US$ 17,4 bilhões
- Participação no total do país: 11,5% (3º lugar entre os estados)
O valor das vendas externas ficou um pouco abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Em outubro de 2025, o governo estadual informou US$ 33 bilhões em exportações e superávit de US$ 19,3 bilhões entre janeiro e setembro daquele ano. As importações, por outro lado, subiram: eram US$ 13,7 bilhões no acumulado de 2025.
Setembro: café na frente
No mês passado, Minas exportou US$ 3,5 bilhões, o equivalente a 10% das vendas externas brasileiras, e importou US$ 2 bilhões. O saldo positivo foi de US$ 1,4 bilhão. Em setembro de 2025, as exportações haviam somado US$ 3,8 bilhões.
Os produtos que mais pesaram na pauta de setembro foram:
- Café: US$ 921 milhões
- Ouro: US$ 363,5 milhões, alta de 21,1% sobre setembro de 2025
- Ferro-ligas: US$ 226,4 milhões
O ouro também é, segundo a Sede-MG, o produto que mais cresceu no acumulado do ano, com US$ 1,1 bilhão a mais do que em 2025.
As cidades que mais exportaram
Ao todo, 253 municípios mineiros venderam para fora em setembro. Os cinco com maior fatia foram:
- Varginha: 8,7%
- Nova Lima: 7,8%
- Araxá: 6,8%
- Paracatu: 5,4%
- Guaxupé: 4,7%
No acumulado do ano, a disputa é apertada. Segundo os dados do MDIC compilados pelo portal Sul de Minas Online, Nova Lima soma US$ 2,22 bilhões, Varginha US$ 2,20 bilhões e Araxá US$ 2,14 bilhões.
Para onde vai o que Minas produz
Os produtos mineiros chegaram a 155 países em setembro. A China ficou com 29,9% das vendas, seguida por Estados Unidos (11%) e Itália (5,1%). Os Estados Unidos foram o destino em que as vendas mais cresceram em valor: US$ 138,4 milhões a mais do que em setembro de 2025. Itália (mais US$ 66 milhões) e Bélgica (mais US$ 37,3 milhões) vêm em seguida.
Minas também vendeu para 19 mercados que não haviam comprado do estado em setembro do ano passado, entre eles Djibuti, Palestina e Mauritânia.
E o que o estado compra
Do lado das importações, Minas ficou em quinto lugar no país em setembro, com 7,6% do total nacional. Os principais itens foram produtos imunológicos, veículos de carga, aeronaves, automóveis de passeio e medicamentos. Extrema, no Sul de Minas, concentrou 18,1% das compras externas do estado, seguida por Uberaba, Betim, Belo Horizonte e Juiz de Fora.
O que isso muda para você
As exportações movimentam a renda de regiões inteiras do estado. No Sul de Minas, o café sustenta produtores, cooperativas, armazéns e transportadoras. Em cidades como Nova Lima, Paracatu e Araxá, o peso vem da mineração. Quando o volume vendido cai ou sobe, o efeito chega aos empregos e à arrecadação desses municípios.
Para a diretora de Promoção de Exportações e Comércio Exterior da Sede-MG, Laís Fagundes, o resultado mostra que Minas "se mantém como um dos principais exportadores do Brasil".
Dados do MDIC (Comex Stat) divulgados pela Sede-MG em 9/10/2026. O total exportado no acumulado do ano foi conferido diretamente no Comex Stat em 14/10/2026.