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Mercado eleva previsão de inflação para 5,22% em 2026 e espera juros menores até o fim do ano

Boletim Focus desta terça (13) mostra a quarta alta seguida na estimativa para os preços e Selic projetada em 13,25% em dezembro

Por Com informações de Banco Central · Focus · Publicado em 13 de outubro de 2026

Conteúdo preparado com auxílio de inteligência artificial e sujeito à revisão editorial humana.
Fachada do prédio do Banco Central, em Brasília
Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil (CC BY 3.0 BR). Foto de arquivo, 2023

O mercado financeiro voltou a aumentar a previsão para a inflação deste ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (13), a estimativa para o IPCA de 2026 passou de 5,01% para 5,22%. É a quarta alta seguida. O boletim saiu um dia mais tarde por causa do feriado de segunda-feira (12).

Os analistas também esperam juros um pouco menores no fim do ano: a projeção para a taxa Selic em dezembro caiu de 13,50% para 13,25% ao ano. Hoje, a taxa está em 13,75%.

As projeções desta semana

Valores medianos do Focus, com a semana anterior entre parênteses:

  • Inflação (IPCA) 2026: 5,22% (era 5,01%)
  • Inflação (IPCA) 2027: 4,30% (sem mudança)
  • Crescimento da economia (PIB) 2026: 1,85% (sem mudança)
  • Crescimento da economia (PIB) 2027: 1,40% (sem mudança)
  • Selic no fim de 2026: 13,25% ao ano (era 13,50%)
  • Selic no fim de 2027: 12% ao ano (sem mudança)
  • Dólar no fim de 2026: R$ 5,15 (era R$ 5,20)
  • Dólar no fim de 2027: R$ 5,26 (era R$ 5,28)

Inflação acima do teto da meta

A meta de inflação é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. O máximo aceito, portanto, é 4,5%. A previsão de 5,22% para 2026 fica acima desse teto. Para 2027, a estimativa de 4,30% fica dentro da faixa, mas acima do centro da meta.

O que é o Boletim Focus

O Focus é uma pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, como bancos e consultorias, sobre o que esperam para os principais indicadores da economia. O boletim divulga a mediana das respostas, que é o valor do meio das estimativas. Não é uma previsão oficial do governo, mas é acompanhado de perto porque mostra as expectativas do mercado, que o próprio BC leva em conta ao decidir os juros.

O que isso significa no bolso

  • Inflação mais alta quer dizer que o dinheiro compra menos: supermercado, conta de luz, aluguel e transporte tendem a subir mais rápido que o salário, se ele não for reajustado na mesma proporção.
  • A Selic é a taxa básica de juros e serve de referência para empréstimos, financiamentos, cartão de crédito e crediário. Quando ela cai, o crédito tende a ficar mais barato, mas o efeito no comércio costuma ser lento. Com a taxa perto de 14% ao ano, parcelar compras continua caro.

Próximos passos

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto em 16 de setembro, para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido. A próxima reunião está marcada para 3 e 4 de novembro. Para chegar aos 13,25% esperados pelo mercado, seriam necessários mais dois cortes de 0,25 ponto até dezembro.

Informações conferidas em 13 de outubro de 2026.

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