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Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,79 bilhões; veja como consultar

Quase 24 milhões de pessoas e 2,4 milhões de empresas têm valores a receber, segundo o Banco Central. A maioria tem até R$ 10, e o resgate é gratuito

Por Com informações de Agência Brasil · Publicado em 13 de outubro de 2026

Conteúdo preparado com auxílio de inteligência artificial e sujeito à revisão editorial humana.
Cédulas de R$ 100 sobre faturas e um celular com a calculadora aberta
Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil (CC BY 3.0 BR). Imagem ilustrativa

Os brasileiros ainda têm R$ 5,79 bilhões esquecidos em bancos e outras instituições financeiras, segundo dados do Banco Central (BC) referentes a agosto, divulgados nesta terça-feira (13). O valor é 2,6% maior que o de julho, quando o saldo era de R$ 5,65 bilhões.

Do total, R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,94 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,48 bilhão são de 2,36 milhões de empresas. A consulta e o resgate são gratuitos e feitos pelo Sistema Valores a Receber (SVR), do BC.

Quanto cada um tem a receber

A maior parte dos valores é pequena:

  • até R$ 10: 69,4% dos beneficiários;
  • de R$ 10,01 a R$ 100: 18,95%;
  • de R$ 100,01 a R$ 1 mil: 9,39%;
  • acima de R$ 1 mil: 2,21%.

Onde está o dinheiro

Os bancos concentram R$ 2,46 bilhões, ou 42,4% do total. Em seguida aparecem as administradoras de consórcio, com R$ 1,97 bilhão, e as cooperativas de crédito, com R$ 805,6 milhões. O restante está em instituições de pagamento, financeiras, corretoras e outras empresas do sistema financeiro.

Por que o valor caiu antes de voltar a subir

Em maio, cerca de R$ 5,7 bilhões desses recursos foram transferidos para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que cobre parte das perdas dos bancos com o programa de renegociação de dívidas Desenrola. Segundo o governo, 10% do valor transferido ficou reservado para atender pedidos de resgate. O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a operação.

Como consultar e resgatar

  • Onde: só no site oficial do Banco Central, valoresareceber.bcb.gov.br.
  • Consulta: pessoas físicas informam CPF e data de nascimento. Empresas informam os dados pedidos pelo sistema.
  • Resgate: é preciso ter conta gov.br nível prata ou ouro, aceitar o termo de responsabilidade e conferir o valor e a instituição.
  • Prazo: com chave Pix, o dinheiro pode levar até 12 dias úteis para cair na conta.
  • Sem Pix: é preciso procurar a instituição indicada pelo sistema para combinar outra forma de pagamento.
  • Pessoa que morreu: herdeiros, inventariantes ou representantes legais podem fazer a consulta e o pedido.

Cuidado com golpes

O serviço é gratuito e não exige intermediários. O Banco Central não envia links nem entra em contato para pedir dados pessoais. Por isso:

  • não clique em links recebidos por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagem;
  • não passe senhas nem códigos;
  • desconfie de qualquer cobrança para liberar o dinheiro.

Informações conferidas em 13 de outubro de 2026.

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