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Banco Central passa a divulgar todo mês os reajustes salariais negociados por sindicatos

Os indicadores mostram se os acordos coletivos ficam acima, abaixo ou igual à inflação, com dados desde 2012

Por Com informações de Banco Central · Notícias · Publicado em 13 de outubro de 2026

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Cédulas de R$ 100 sobre faturas e um celular com a calculadora aberta
Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil (CC BY 3.0 BR). Imagem ilustrativa

O Banco Central (BC) passou a divulgar todo mês indicadores sobre os reajustes salariais negociados em convenções e acordos coletivos, firmados entre sindicatos de trabalhadores e empregadores. Os números mostram quanto os salários subiram e quantos acordos ficaram acima, abaixo ou igual à inflação. O anúncio foi feito em 6 de outubro.

O que será divulgado

Os dados vêm do Mediador, sistema do Ministério do Trabalho e Emprego onde as negociações coletivas são registradas. A série traz:

  • o reajuste nominal, que é o aumento sem descontar a inflação;
  • o reajuste real, que é o aumento descontada a inflação e mostra se o trabalhador ganhou ou perdeu poder de compra;
  • a fatia de acordos com reajuste acima, abaixo ou igual à inflação;
  • o número de acordos usados no cálculo.

Os números abrangem o setor privado com carteira assinada.

Quando e onde consultar

  • A divulgação é mensal: segundo o BC, os dados de um mês saem até o dia 15 do mês seguinte.
  • A série começa em janeiro de 2012.
  • Os números ficam no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS), no site do Banco Central, aberto a qualquer pessoa.
  • O BC avisa que os dados mais recentes podem ser revisados, porque alguns acordos são registrados com atraso.

O que o estudo do BC mostrou

A metodologia foi apresentada no Relatório de Política Monetária de setembro. As principais conclusões:

  • os reajustes negociados acompanham de perto a inflação passada, medida pelo INPC, que continua sendo a principal referência nas negociações;
  • os ganhos reais foram mais frequentes em períodos de desemprego baixo, entre 2012 e 2014 e a partir de 2023.

O BC lembra que os indicadores não captam tudo o que acontece com a renda. Promoções e reajustes individuais, por exemplo, ficam de fora.

Por que isso importa

Para o trabalhador, os dados ajudam a comparar o próprio reajuste com o que foi negociado em outras categorias. Para o Banco Central, que define a taxa básica de juros, são mais uma forma de medir o aquecimento do mercado de trabalho e o efeito dos salários sobre os preços.

Informações conferidas em 13 de outubro de 2026.

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